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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Resenha:A Nuvem


Livro:A Nuvem
Autor:Neal Shusterman
Páginas:496
Editora:Seguinte
Tradução:Guilherme Miranda



Sinopse

No segundo volume da série Scythe, a Ceifa está mais corrompida do que nunca, e cabe a Citra e Rowan descobrir como impedir que os ceifadores que não seguem os mandamentos da instituição acabem com o futuro da humanidade. 

Em um mundo perfeito em que a humanidade venceu a morte, tudo é regulado pela incorruptível Nimbo Cúmulo, uma evolução da nuvem de dados. Mas a perfeição não se aplica aos ceifadores, os humanos responsáveis por controlar o crescimento populacional. Quem é morto por eles não pode ser revivido, e seus critérios para matar parecem cada vez mais imorais. Até a chegada do ceifador Lúcifer, que promete eliminar todos os que não seguem os mandamentos da Ceifa. E como a Nimbo Cúmulo não pode interferir nas questões dos ceifadores, resta a ela observar. 

Enquanto isso, Citra e Rowan também estão preocupados com o destino da Ceifa. Um ano depois de terem sido escolhidos como aprendizes, os dois acreditam que podem melhorar a instituição de maneiras diferentes. Citra pretende inspirar jovens ceifadores ao matar com compaixão e piedade, enquanto Rowan assume uma nova identidade e passa a investigar ceifadores corruptos. Mas talvez as mudanças da Ceifa dependam mais da Nimbo Cúmulo do que deles. Será que a nuvem irá quebrar suas regras e intervir, ou apenas verá seu mundo perfeito desmoronar?


Fala galerinha!Tudo certinho com vocês?Espero que sim.Vamos começar a semana com mais uma resenha?E quero conversar com vocês hoje sobre um livro,na verdade um tiro de livro:A Nuvem,do autor Neal Shusterman,publicado pela editora Seguinte.
Gente,como é uma continuação,pode ser que essa resenha contenha alguns spoilers,mas vou tentar como sempre minimizar isso,ok?Tem resenha do primeiro livro aqui no blog :D

A Ceifa está cada dia mais corrompida.Ceifadores que não obedecem as regras são cada vez em maior número.
Rowan e Citra precisam trabalhar juntos se quiserem impedir o mal de tomar conta do mundo dos Ceifadores.
A Nimbo Cúmulo começa a criar consciência e questionar alguns atos que humanos e Ceifadores têm feito.
E é nesse cenário de guerra silenciosa que vamos ter a nossa história.As coisas não serão nada fáceis...resta saber qual será o papel dos nossos protagonistas nessa jornada.


Bom,esse é o segundo livro da trilogia Scythe,iniciado aqui no Brasil com O Ceifador.O primeiro livro já foi incrível,inclusive foi um grande responsável por me fazer retomar as leituras de distopia.O mundo criado pelo autor é muito envolvente.Assim que o segundo livro saiu aqui,já comprei na pré venda.Quando chegou,achei que ia ler logo,mas demorei um pouquinho.Acho que fiquei com um certo receio daquela síndrome dos segundos livros.
Criei coragem e finalmente em Dezembro,peguei ele pra ler.

O que posso dizer?Os acontecimentos no final de O Ceifador foram de tirar o fôlego,principalmente no final,onde o autor deixa um gancho enorme para a continuação.
Imaginei que A Nuvem ia começar com tudo,já com algumas cenas de ação.Pra minha surpresa,a história não começa assim.
Na verdade o autor optou por mostrar como ficou o mundo dos Ceifadores após tudo o que aconteceu,e o papel de Rowan e Citra dentro dessa nova ordem.

Por falar nos nossos dois protagonistas,vamos dizer que a evolução deles foi algo visível ao extremo.Se antes eles eram crianças assustadas com o papel de aprendizes de Ceifador,agora eles estão mais maduros e com muitas responsabilidades.
Mas é claro que eles possuem algumas falhas.Rowan virou um andarilho e se proclama como Ceifador Lúcifer e acaba sendo movido por um desejo de vingança que é claro que vai acabar consumindo ele,deixando-o cego para muitas situações.Mesmo por trás dessa nova personalidade,ele ainda é um amigo leal e com uma enorme sede de justiça.
Citra virou a Ceifadora Anastásia e ainda é muito relutante entre sua vida humana e a vida de Ceifadora.Ela ainda se vê caminhando entre os dois lados,sem de fato saber a qual pertence.Mas é exatamente isso que vai fazer com que ela tenha pensamentos e atitudes capazes de equilibrar a balança a seu favor.

O desenvolvimento dos dois é muito bem construído.O autor consegue interligar eles mesmo que estejam longe um do outro.Por mais que cada um esteja em sua própria jornada,tudo vai  de encontro aos dois e isso é algo muito complicado de ser feito,porque é muito fácil perder o controle da história.Felizmente o autor conseguiu trabalhar essas relações entre eles de forma extremamente equilibrada,natural e sem afetar negativamente a história.

Um ponto que achei bem bacana aqui foram os personagens secundários.Greyson por exemplo,é um deles.Ele é extremamente ligado à Nimbo-Cúmulo,então ele sabe mais ou menos como ela pensa e funciona.Ele é um menino que tem muito medo no início,mas que diante das dificuldades vai mostrar sua força e mostrar o quanto pode ser importante É o tipo de personagem que vai se tornar muito próximo do leitor em vários momentos.
Outra personagem que vai ganhar um bom destaque aqui é a Ceifadora Curie,mentora da Citra,Além dos ensinamentos,ela tem um jeito muito próprio de pensar,sem compactuar com as injustiças do mundo,seja mortal ou dos Ceifadores.

Talvez nenhum personagem seja tão misterioso aqui como a Nimbo-Cúmulo.Aqui vamos entrar um pouco mais na mente dela,saber o que ela pensa sobre o rumo que os Ceifadores estão dando a si mesmo,sobre a sociedade,sobre a vida humana.E é com esses pensamentos que vemos o quanto ela sofre por não poder interferir.Em cada relato vemos esse sofrimento e isso a torna quase uma figura material de carne e osso.Nesse livro ela se faz alguns questionamentos,mas acredito que na finalização dessa trilogia ela vai ser obrigada a tomar uma decisão.Me deu um pouco de raiva ver que ela não interferia?Me deu sim,aliás me irritou bastante.Isso sem falar que não temos muitas informações propriamente ditas sobre a Nimbo-Cúmulo.O pouco que vamos saber é através de Greyson.

O que falar desse mundo?Neal Shusterman conseguiu criar um mundo distópico repleto de referências a nossa realidade,nos fazendo refletir os conceitos entre vida e morte,certo e errado.Quando a gente para pra analisar o cenário de uma forma geral vamos vendo o quão genial o autor foi em suas comparações.
A narrativa em si é muito dinâmica,com muitas metáforas,mas nada que atrapalhe a leitura,pelo contrário,achei que combinou muito bem com a história em si.O romance aqui é mínimo,então pra quem não curte romance,podem ficar tranquilos.O foco é na sociedade em si e nos Ceifadores.O livro tem quase 500 páginas,mas a leitura passa voando.O início é mais devagar,com foco em mostrar toda a consequência do que aconteceu no primeiro livro na sociedade humana e dos Ceifadores principalmente.Mas depois que o foco deixa de ser esse,minha gente....é plot twist atrás de plot twist que vai deixando a gente sem palavras.Principalmente no final que é onde o autor simplesmente esmaga os nossos corações sem dó nem piedade kkkkkkkk

Pra finalizar,esse foi um livro que no início eu tinha certeza que não seria melhor que O Ceifador,mas que quando terminei a última página,eu falei:é ainda melhor que o primeiro livro,se é que isso em algum momento era possível kkkkkkkk
E o final....é bombástico!Acho que se soubesse que seria aquele final esperaria o terceiro livro sair,porque terminei de ler já querendo pegar logo a continuação pra ver como as coisas vão ficar.
Nem preciso dizer que essa é uma série distópica que conquistou meu coração,talvez seja até a minha preferida junto com Jogos Vorazes.
Quem ainda não leu,vá correndo comprar o livro porque tenho certeza que será uma leitura incrível pra vocês.
É uma história diferente que vai conquistar vocês em muitos aspectos!


Então gente,gostaram da resenha?Espero muito que sim.Só digo uma coisa:necessito do terceiro livro! Seguinte, eu nunca pedi nada,mas lança logo hahahahhahaha
Pessoas por hoje então é só.espero muito que tenham gostado.Me contem o que acharam,se já leram,se pretendem ler....
É isso então,nos vemos na próxima postagem!
Grande abraço e ótima semana pra vocês!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Resenha:Aos Dezessete Anos


Livro:Aos Dezessete Anos
Autora:Ava Dellaira
Páginas:448
Editora:Seguinte
Tradução:Lígia Azevedo


Sinopse

Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer. 
Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.


Oi gente!Como vocês estão?Vamos seguir com as resenhas porque tem muita coisa bacana pra comentarmos.
O livro que resolvi trazer aqui hoje é o lançamento de uma autora que gosto muito:Aos Dezessete Anos,da autora Ava Dellaira,publicado no Brasil pela editora Seguinte.
Pra quem não está lembrando da autora,ela é a mesma que escreveu o livro Cartas de Amor Aos Mortos,um livro que amei demais!

Vamos conhecer a história de Marilyn e Angie,mãe e filha que vão contar um pouco de si para os leitores,com um fato em comum entre as duas:os dezessete anos.
Angie é uma jovem que leva um vida comum,com problemas comuns da idade,questionamentos,escola,faculdade,ex namorado.Só que algo a mais vai deixá-la um pouco mais perturbada:uma fotografia da sua mãe aos dezessete anos,com um rapaz negro e que de cara ela soube que era seu pai.Olhando pra foto,ela se pergunta:será que ele de fato morreu ou a história que a mãe contou todos esses anos é uma mentira?


"Quando comecei a tirar minhas fotos,era como se estivesse recuperando pedacinhos de mim."


Eu fiquei admirado quando li Cartas de Amor Aos Mortos e fui apresentado a uma  escrita tão densa,mas ao mesmo tempo tão próxima do leitor como é a escrita da Ava Dellaira.Por isso estava louco de curiosidade pra ler mais livros dela e fiquei super feliz quando soube do lançamento de Aos Dezessete Anos por aqui.
Diferente do primeiro livro que tem um tema um pouco mais sombrio,nesse novo livro temos uma história de descobertas,passado e presente que se misturam na vida de mãe e filha,revelando segredos e conflitos familiares.
Mais que isso:é uma história repleta de mensagens e reflexões sobre a vida.Angie é uma jovem negra que vive ouvindo que não se parece em nada com a mãe,muitas vezes ouvindo que nem é filha dela (claro preconceito,infelizmente).


"Ainda assim.O que a mente permite abandonar com o tempo,o corpo não esquece."


Ela precisa a lidar com essas pequenas coisas do dia a dia e as coisas começam a ficar mais complicadas quando ela descobre vestígios sobre seu pai e seu passado.
A forma como a autora conseguiu trabalhar passado e presente dentro da história foi muito fluida e esclarecedora.Normalmente quando temos livros assim,os flashbacks do passado costumam ser muito massantes,mas aqui foi completamente diferente.Fiquei muito envolvido pelas duas passagens de tempo,querendo saber mais do que ia acontecer e o que eu iria descobrir.
Aos poucos vamos nos envolvendo com a história de Angie e vemos o quanto ela sofre por não saber nada sobre o pai,sobre si mesma.Com esse desconhecimento sobre essa parte de si mesma ela acaba tomando atitudes que particularmente eu não concordo,mas vendo a situação de uma maneira geral é possível entender o porquê ela toma certas atitudes.
Quem aparece na história é seu ex namorado Sam,que vai ajudá-la nessa busca por respostas e mostra que é um grande amigo,preocupado com ela,com a situação,buscando ajudá-la na medida do possível nessa jornada.Essa relação entre eles é um tanto quanto diferente,mas gostei bastante,afinal quem disse que ex não podem ser amigos?


"Ela não sabe se é verdade,ainda não,nem sabe se entende o que é o amor - mas não importa.Marilyn sabe que pode amá-lo.Tem certeza de que vai."


A relação entre Angie e a mãe é mais complexa.Ela sabe que a mãe esconde segredos,mas não entende o motivo.Marilyn precisa contar sua história e nos conta e aí vamos entendendo algumas coisas,começando a juntar algumas peças e junto com a nossa protagonista passamos a saber de algumas questões extremamente pessoais.
Marilyn não é má pessoa,mas é alguém que sofreu muito na vida,então tentem não julgá-la tão severamente.
Os capítulos são alternados entre o presente de Angie e o passado de Marilyn e vão atuar praticamente em conjunto,uma história complementando a outra e esse foi um ponto que amei demais,sem falar nas relações familiares que a autora aborda.Tem muito mais coisa escondida na vida de mãe e filha do que pensamos e são esses segredos que vão nos surpreendendo e nos envolvendo em um drama que vai nos fazer refletir e nos fazer ter um poderoso exercício de empatia.
A autora também utiliza de vários momentos para criticar diversas formas de preconceito,às vezes de forma mais sutil e em outras de forma mais escancarada.


"Talvez seja verdade que não existam finais felizes.Mas,agora,Angie fica grata de estar no que parece ser um começo."


Por fim,esse foi um livro que pra mim funcionou como exercício de empatia,mexeu muito com meu senso de justiça e fome pela verdade.
Meu livro preferido da autora continua sendo Cartas de Amor Aos Mortos,mas Aos Dezessete Anos reafirmou minha paixão pela escrita de Ava Dellaira.
Espero que mais livros dela sejam publicados por aqui!


Então gente,gostaram da resenha de hoje?Espero que sim.Fiquei super feliz pela autora ter trazido uma história tão legal para os leitores,com protagonistas que não perfeitos,que poderiam muito bem ser alguém que conhecemos.Esse choque de realidade chama a atenção.
Bom pessoal por hoje então é só,me contem o que acharam,se já leram,se querem ler,se já leram algum livro da autora.....
Nos vemos na próxima postagem!
Grande abraço!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Evento:Sessão de Autógrafos Victoria Aveyard


Oi gente!Tudo certinho com vocês?Hoje vamos conversar sobre o último autor internacional que saiu da Bienal do Livro de São Paulo e veio aqui para o Rio de Janeiro e pra mim o mais aguardado:Victoria Aveyard,autora da série A Rainha Vermelha.
Antes de começarmos,vou deixar um aviso:teremos polêmica aqui.
O evento ocorreu no dia 18/8 na livraria Saraiva do shopping Rio Sul em Botafogo.Eram 400 senhas para serem distribuídas a partir das 10 horas e a sessão de autógrafos começaria às 16 horas.Para participar,era obrigatório ter o último livro lançado pela autora,Tempestade de Guerra.Podiam autografar 4 livros,sendo que somente um seria nominal,os outros seriam só com o autógrafo da autora.


Cheguei lá com a minha amiga por volta de 11 horas e ficamos na fila esperando para pegar a senha.Tinham umas 140 pessoas na minha frente.
Como ainda tinha muito tempo até começar,resolvemos comer alguma coisa e ir no cinema.Quando voltamos,já tinha fila dando volta na Saraiva.Ainda bem que era por ordem numérica,então nem ficamos tanto lá atrás.
A fila ficou um bom tempo parada,um bom tempo mesmo,mas depois ela começou a andar.E ali na fila recebemos a notícia que deixou todos bastante revoltados.
A autora estava sentada atrás de uma mesa grande,até aí tudo bem.Só que ninguém podia ir do lado dela tirar a foto,abraçar,apertar a mão,nada.Era ficar na frente dela (da mesa na verdade) e conversar um pouco.A foto?Tinha que ser tirada ali na frente da mesa com a autora do outro lado mesmo.E quem perguntava pra autora se podia abraçá-la,ela dava uma resposta diferente.


Vamos falar um pouquinho sobre isso.Não sei se ela tem algum tipo de TOC que nem o John Green,ou algo assim,mas a situação ficou muito chata pra quem estava ali.Tinha gente saindo chorando porque era fã e queria muito estar ali do lado da autora,dar um abraço,um carinho mesmo e ela definitivamente ignorou isso.
Acompanhei algumas pessoas que foram nos eventos da Victoria em outras cidades e em todas elas o esquema foi exatamente esse,com exceção do primeiro dia de autógrafos dela na Bienal,se eu não me engano.


Eu sei que lá fora as sessões de autógrafo são nesse modelo,mas ela está vindo para o Brasil,onde todos os autores que vem são super bem tratados e fazem questão de retribuir esse carinho.Posso citar como exemplo recente a Lauren Blakely que foi um amor abraçando todo mundo,a Tessa Dare que fazia questão de retribuir o carinho de todos,o David Levithan que inclusive autografava de pé sem mesa separando ele,o Charlie Donlea que fazia questão de conversar e tornar o ambiente legal....isso só pra citar alguns que vi esse ano.Essa foi a primeira vez que notei esse distanciamento de algum autor com o leitor.


Ouvi algumas pessoas colocando a culpa na editora e talz,mas sinceramente?Estava claro que a editora não tinha nada a ver com isso e que a situação toda era uma exigência da autora e da equipe dela.O que eu acho que a editora poderia ter feito era deixar isso claro nas regras do evento,assim ninguém seria pego de surpresa com a situação.No mais,acho que foi algo que fugiu das mãos da editora,algo como tipo:se a exigência não fosse atendida,a autora não faria as sessões,mais ou menos isso.


Sei que ficou um clima muito ruim depois que soubemos disso,muitos saíram de lá decepcionados e tristes como o que houve.Pensar que tinham pessoas ali que moram longe e saíram super cedo de casa pra ter a oportunidade de estar ali ao lado da autora que tanto gostam e se depararam com esse tipo de situação.Foi triste e decepcionante.
Acho também que depois do acontecido,a editora deveria ter emitido um comunicado explicando o ocorrido,pedindo desculpas e talz,algo que ainda não ocorreu e acho que não vai ocorrer.
Enfim,achei importante relatar o que ocorreu e que foi motivo de insatisfação por parte de praticamente todo mundo que estava ali.Repito:não sei os motivos reais da autora ter adotado essa postura,não sei da vida pessoal dela,mas acho que as coisas podiam ser mais claras para evitar uma situação como foi.


Mas enfim,depois de quase duas horas na fila,finalmente chegou a minha vez.Foi tudo muito rápido,a assessora já abria o livro na página a ser autografada.Consegui conversar um pouco com ela,que pelo menos na conversa parecia simpática,me pediu desculpas pelo tempo de espera e que ficou feliz que eu tivesse aguardado até ali.Foi um bate papo breve,mas bem tranquilo.
Minhas considerações sobre o evento:a organização da fila e da distribuição das senhas foi bem feita,sem nenhum tipo de confusão.Talvez a distribuição poderia ter sido feita um pouco mais tarde,mas isso foi o de menos.Talvez tenha faltado comunicação para explicar como seria o evento pra quem ninguém fosse pego desprevenido.Os seguranças da Saraiva são um show de simpatia à parte.De tanto ir lá já conheço todos kkkkkkkkkk







Então gente,gostaram da postagem de hoje?Infelizmente gostaria de ter dito que a autora foi mega simpática e talz,mas não foi bem isso que aconteceu.Faz parte,não vamos desanimar de ir aos eventos.
Fica de bom o dia maravilhoso que tive,com pessoas muito bacanas,reencontrando amigos e conhecendo pessoas bem legais na fila.
Alguém mais foi na sessão de autógrafos da Victoria Aveyard?Me contem como foi na cidade de vocês,como foi a organização e como ela estava.
Vou indo nessa galerinha,nos vemos na próxima postagem!
Grande abraço!

domingo, 7 de janeiro de 2018

Resenha:Tash e Tolstói


Livro:Tash e Tolstói
Autora:Kathryn Ormsbee
Páginas:376
Editora:Seguinte
Tradução:Lígia Azevedo




Sinopse

Natasha Zelenka é apaixonada por filmes antigos, livros clássicos e pelo escritor russo Liev Tolstói. Tanto que Famílias Infelizes, a websérie que a garota produz no YouTube com Jack, sua melhor amiga, é uma adaptação moderna de Anna Kariênina. Quando o canal viraliza da noite para o dia, a súbita fama rende milhares de seguidores e, para surpresa de todos, uma indicação à Tuba Dourada, o Oscar das webséries. Esse evento é a grande chance de Tash conhecer pessoalmente Thom, um youtuber de quem sempre foi a fim. Agora, só falta criar coragem para contar a ele que é uma assexual romântica ou seja, ela se interessa romanticamente por garotos, mas não sente atração sexual por eles. O que Tash mais gostaria de saber é- o que Tolstói faria?




Oi gente!Tudo certinho com vocês?Vamos com mais uma resenha de um livro muito diferente dos que já li:Tash e Tolstói,da autora Kathryn Ormsbee.
Tash é fascinada pelo mundo das histórias de Tolstói.Com essa paixão,ela juntamente com amigos resolve produzir uma websérie para o Youtube baseada no livro mais famoso de Tolstói:Anna Kariênina.Paralelamente a websérie ela possui um canal chamado chá com Tash,onde conversa sobre literatura.
Em meio ao mundo louco da escola,ela vai produzindo a websérie,mesmo com poucos acessos e praticamente sem nenhuma fama.Um dia,o canal acaba viralizando por conta de uma indicação de uma youtuber famosa,o que acaba alavancando o número de escritos e tornando o canal famoso do dia para a noite.Tão famoso que a websérie é indicada a um famoso prêmio do youtube,onde Tash pretende conhecer Thom,um youtuber com quem ela vem se correspondendo.
Um pequeno problema:Tash se define como assexual romântica,ou seja,ela só gosta romanticamente dos garotos,sem ter atração ou interesse sexual por eles.Sexo é algo que não desperta o menor interesse nela.Mas Thom não sabe disso, o que será que podemos esperar desse encontro?



Pessoas,que leitura bem diferente.Além de termos um assunto bem atual que é internet,fama,exposição,viralização e youtube,temos o desenvolvimento de uma personagem que é assexualmente romântica.Não lembro de ter lido algo com uma personagem assim.Já li sobre personagens trans,homossexuais e afins,mas assexual foi uma novidade.
Achei muito interessante a autora ter mostrado e retratado essa situação,porque com certeza muitas pessoas podem ser assexuais ou até mesmo ainda não saberem.Retratar as dúvidas,os medos,as incertezas,principalmente numa fase adolescente,foi um achado tremendo por parte da autora.
E a maneira como ela mostra tudo isso,as situações,os pensamentos....é tudo tão parte da transição adolescente para adulto que torna a história tão real e tão íntima.
Temos uma história também repleta de referências musicais,literatura e cinema,o que acaba sendo bem bacana,faz com que reconheçamos essas referências e gostando muito disso.


Falando sobre Tash,ela é uma adolescente um tanto quanto instável,muito perfeccionista em tudo o que faz,mas principalmente com a websérie.Depois da viralização então ela fica obcecada pela perfeição,pelas redes sociais,preocupada pelas opiniões negativas de algumas pessoas....
Deu vontade em muitas partes de sacudir a Tash e fazer ela voltar para o mundo real,com sua vida,as preocupações para uma futura faculdade e seus amigos.Ela foi meio que um turbilhão durante toda a leitura,com certeza não é um personagem monótono.
Consegui gostar mais dos outros personagens,principalmente da amiga dela,a Jack,uma menina que não gosta de demonstrar sentimentos,não é dada a demonstrações de afeto,mas que é uma amiga tremendamente leal,mas que não deixa de falar umas verdades na cara das pessoas.Adorei esse jeito dela,essa personalidade explosiva.
E tem o Paul,irmão da Jack e que é um cara muito engraçado,aquele tipo de amigo que está ali para todas as horas,sempre disposto a ouvir,por mais errado que você esteja.Um dos melhores amigos de Tash desde a infância e que gosta de proteger ela de todos,até dela mesma.
Não gostei de uma coisa:a autora em todo o momento fica martelando o fato de que Tash é assexual.Ok,já entendemos que ela é,não precisa toda hora fazer a personagem falar que é,ficou meio cansativo uma hora.


A respeito da narrativa,ela é bem leve,muito atual,aquele young adult básico,bem gostosinho de ler,com mensagens bem legais,que mostra um pouco o preço da fama,lidar com as críticas e a pressão que esse mundo exerce e até que ponto vale a pena ter essa fama e do que e de quem você está disposto a abrir mão para ficar nesse mundo.É uma história que mostra alguns valores,principalmente familiares bem interessantes,mostrando o que de fato vale a pena com reflexões que levam não só os personagens a se questionarem,mas principalmente nós leitores.E mostra também que muitas vezes o que realmente queremos e precisamos está bem diante dos nossos olhos,só é necessário se desprender de algumas coisas e se arriscar para enxergar isso.
Gostei da leitura,e pretendo ler outros livros da autora,Espero que tenhamos a oportunidade de acompanhar outros livros dela por aqui.
E vocês,acham que vale tudo pela fama e sucesso?




"Mas,afinal,existe uma hora boa para essas coisas acontecerem?Quando é um momento oportuno para más notícias?



"Sei que meu salário inteiro não vai cobrir nem um semestre de livros,mas pelo menos estou fazendo alguma coisa.Estou batalhando pelo meu sonho.É assim que se faz,não?"



"Às vezes,você tem que seguir as regras injustas da vida."



"Tenho um pressentimento de que o que estamos fazendo é algo que só acontece uma vez na vida,sabe?"



"Então,tipo,você não deve ter medo de mudanças,porque elas nos lembram de que estamos vivos e de que algo está acontecendo conosco."




E aí gente,gostaram da resenha de hoje?
Essa foi literalmente a minha última leitura e achei bacana trazer essa resenha pra vocês,principalmente por ser um tema tão atual.
A edição é bem tranquila,com as fontes grandes,diagramação normal,super confortável para a leitura.
É isso galerinha,espero demais que tenham gostado.Não esqueçam de comentar o que acharam!
Nos vemos na próxima postagem!
Ótima semana pra vocês!
Grande abraço!

sábado, 6 de janeiro de 2018

Resenha:A Melodia Feroz


Livro:A Melodia Feroz
Autora:Victoria Schwab
Editora:Seguinte
Páginas:384
Tradução:Guilherme Miranda



Sinopse

Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.


Enfrente Seus Monstros



Oi gente!Tudo certinho com vocês?Vamos continuar com as resenhas porque tem muita coisa legal pra falar com vocês,muitas leituras bacanas que fiz ao longo dos meses.
Resolvi escolher um livro que já li há um tempinho,já era pra ter feito a resenha dele aqui,mas acabei esquecendo.
Vamos conversar então sobre A Melodia Feroz,da autora Victoria Schwab,primeiro livro da duologia Monstros da Violência.,publicado aqui no Brasil pela editora Seguinte.


Vivemos num mundo dividido entre humanos e monstros.
Um lado da fronteira é controlado pelos humanos e o outro lado pelos monstros.E a violência nesse mundo começa a gerar monstros de verdade.
August é um Sunai,monstro raro,que tem na música seu verdadeiro poder,filho de um líder pacifista que prega o respeito,a paz e deseja evitar qualquer tipo de conflitos.
Kate é filha de um líder cruel,com sede de poder e controle.Não é à toa que ele possui o controle de muitos monstros e quer ainda mais,não se importando com a filha e nem com emoções.
Kate está de volta à cidade e August acaba tendo a tarefa complicada de vigiá-la sem revelar sua verdadeira identidade.
Só que em um mundo se equilibrando em uma frágil linha de paz,uma bomba está prestes a estourar,forçando com que Kate e August precisem se aliar para sobreviver no meio dessa revolução,o que não será nada fácil.
O que será que os espera?
Em quem confiar?Família?Amigos?



Com certeza esse é o livro mais comentado da Victoria Schwab,mas não era o que eu estava com mais curiosidade de ler.
A escrita da autora é muito poética,com uma mensagem bem clara.A construção do mundo é muito diferente do que costumo ler em outros livros de fantasia.
No início foi um pouco complicado me situar nesse mundo entre humanos e monstros nos primeiros capítulos.Demorei a me conectar com a trama,com os personagens,me situar dentro da história,mas acredito que isso tenha sido algo muito pessoal mesmo.
Depois que consegui mergulhar na proposta da autora,aí sim a história transcorreu de uma forma rápida e envolvente.,os personagens começaram a me ser mais íntimos....
August talvez tenha sido o personagem com quem mais me identifiquei.É corajoso,mas tem consciência que é muito perigoso e seu poder pode colocar muitas pessoas em situações de perigo e por isso só se utiliza da música quando realmente é necessário.
Kate começa a história me irritando demais,com um estilo badass,mas que era claramente pra agradar seu pai,fugindo até mesmo do que ela é pra tentar agradá-lo.Conforme a história vai ocorrendo,muita coisa contribui pra ela usar essa personalidade em seu favor.
A mensagem da autora é bem clara:será que os monstros são os verdadeiros monstros?A violência está dentro das pessoas ou ela é criada?
A ideia dela pegar um tema comum como a violência transportando para o mundo da fantasia foi genial.É mais ou menos o que acontece no mundo de hoje.
E esse contraponto que ela faz entre o mundo real e o mundo da fantasia é brilhante...brilhante na forma como ela descreveu,na forma como desenvolveu,na forma como ela demonstrou.
A descrição das cenas é bem visual,com as partes de ação e guerra sendo bem demonstradas e exploradas.Por sinal,essas cenas são de tirar o fôlego,bem aceleradas e demonstradas,deixando o leitor de boca aberta.
Os personagens foram desenvolvidos na medida certa,Percebi a autora bem preocupada em mostrar a personalidade de cada um,mas não ficando presa nisso,o que foi um ponto extremamente positivo,porque se ela fica presa só na personalidade ela acabaria esquecendo de desenvolver outras partes da história que acabaram sendo desenvolvidas.
O lado distópico da história me chamou a atenção.Temos os conflitos políticos,afinal é uma nação dividida entre norte e sul,cada lado com sua forma de governo que acaba desagradando o lado aposto,mas não fiquei com aquele sentimento de "eu já li isso em outro livro".Muito provavelmente porque a autora não foca a trama diretamente na distopia em si e sim muito mais nos personagens e no desenvolvimento deles dentro do mundo distópico.Não temos um romance aparente aqui,então não esperem um casal,mas é uma possibilidade para o próximo livro.
E o final é aquele soco no estômago,aquele tapa na cara que dá um gancho tremendo para a continuação,que espero que saia logo por aqui.
Pra finalizar,embora A Melodia Feroz não seja o meu livro preferido da Victoria Schwab (ainda prefiro o maravilhoso Um Tom Mais Escuro de Magia),mas foi um livro que me surpreendeu,me sacudiu,mexeu com a minha adrenalina e atingiu as expectativas que eu tinha.Acho que nunca uma fantasia se aproximou mais do nosso mundo (guardadas as devidas proporções).
Temos monstros e violência,será que essa comparação está tão distante da nossa realidade?
Fica aí o questionamento....


"Bom e mau eram palavras frágeis.Os monstros não ligavam para intenções ou ideais.Os fatos eram simples.O Sul era o caos.O Norte,a ordem.Era uma ordem comprada e paga com sangue e medo,mas ainda assim ordem."



" - Então,qual é a sua droga?
Ele soltou um suspiro dramático e deixou a verdade escapar.
- Vida."



" - O nome disso é vida,August - ela disse. - Você queria se sentir vivo,certo?Não importa se é monstro ou humano.Viver dói."




Bom gente,gostaram da resenha de hoje?Primeiro livro da Victoria Schwab que resenho pra vocês e em breve espero trazer mais.
Sabia que iria gostar da escrita dela e até agora dos livros que li,nenhum me decepcionou,muito pelo contrário,achei histórias muito envolventes e com personagens sensacionais.
Quero ler tudo que ela escrever e espero que as editoras tragam mais livros dela pra cá.Ouço falarem muito bem de Vicious,um livro dela que faz parte de outra série,mas até agora não temos previsão se alguma editora irá publicá-lo,vamos ficar na expectativa.
É isso então galerinha,espero demais que tenham gostado,não esqueçam de comentar o que acharam e se já leram algum livro da autora.
Vou indo nessa,nos vemos na próxima postagem!
Grande abraço!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha:O Beijo Traiçoeiro


Livro:O Beijo Traiçoeiro
Autora:Erin Beaty
Editora:Seguinte
Páginas:440
Tradução:Guilherme Miranda



Sinopse

Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.



Oi povo!Tudo certinho com vocês?
Vamos conversar então sobre mais um livro,lançamento recente do grupo Companhia das Letras pelo selo da editora Seguinte.Falaremos então sobre O Beijo Traiçoeiro,da autora Erin Beaty.


Sage Fowler mora com seus tios e atua como tutora e professora das primas.Ensinar é praticamente sua grande paixão.
Tudo muda quando um dia seu tio chega e informa que ela já está crescendo e tem que ter um rumo na vida.Na visão do seu tio,esse rumo é simplesmente se casar,mesmo que seja contra a vontade dela.Para isso,ele contrata a casamenteira Darnessa para que ela consiga arranjar um belo casamento para Sage.
Porém na hora da entrevista,Sage é um desastre completo,falando muito mais do que devia.Esse jeito da nossa protagonista chamou a atenção da casamenteira que a convida para ser sua aprendiz e partir junto com ela para o Concordium,um evento onde as grandes uniões são realizadas na capital.
Para fazer a escolta das damas,oficiais militares irão acompanhá-las até o Concordium.Mal sabem elas que estarão expostas a um plano surpreendente e perigoso....
Sage só não esperava que em meio a essa viagem estaria exposta a uma conspiração militar,um plano sangrento movido a vingança,segredos,uma trama complexa e mais do que isso:uma inesperada e proibida paixão.




Esse é o tipo de livro que eu olhava,mas a capa não me atraia pra pegar e ler a sinopse.Até que recebi de cortesia por aqui do grupo Companhia das Letras (Obrigado!) e resolvi dar uma olhada na sinopse.Fiquei muito intrigado,porque não consegui definir exatamente o que poderia encontrar nesse livro,então fui pra leitura com a cara e com a coragem.
Posso dizer:foi uma grande surpresa.
Encontrei aqui uma história com pegada de distopia,passando por romance histórico junto com um quê de fantasia medieval e claro:romance.
Esse tipo de mistura se não for bem trabalhado pode acabar causando uma certa confusão para o leitor.Para a nossa sorte,a autora conseguiu transitar pelos estilos da melhor maneira possível,sem se perder na construção do ambiente da trama.
Ela conseguiu também construir personagens fortes,principalmente os femininos.Aliás,a presença do feminismo é completamente visível e importante na história.Sage é uma personagem que não aceita as coisas do jeito que são,ela se questiona,ela pensa,tem um temperamento forte (o que acaba causando muitos problemas pra ela) e não abaixa a cabeça pra ninguém.Completamente decidida,não espera que alguém vá salvá-la,ela mesma corre atrás da solução pra sair das enrascadas.Muito sagaz,tem uma compreensão incrível das pessoas e das situações ao redor,o que a torna uma ajuda e um perigo ao mesmo tempo.A representatividade feminina chama positivamente a atenção,precisamos de mais personagens assim e mais autores que explorem o feminismo de uma forma que nos faça pensar e entender melhor o que o feminismo representa para a nossa sociedade.
Pensem numa mistura da Katniss (Jogos Vorazes) com a America (A Seleção) e assim chegaremos até Sage,acho que essa é a melhor definição dela.
Sobre os personagens masculinos....não dá pra falar muita coisa sem dar um grande spoiler,mas posso falar que são personagens valentes,muito unidos um com o outro e sempre em prol do melhor para o reino.Aliás a grande surpresa do livro está entre os personagens masculinos que são os militares,então não percam os detalhes.
O mundo criado pela autora é bem desenvolvido.A princípio irão achar parecido com outros mundos de outras histórias de fantasia (eu também achei),mas isso em nada me incomodou durante a leitura,até porque achei a forma como a autora descreveu as relações políticas e pessoais da história incrivelmente simples e objetiva.
Talvez ela pudesse ter se aprofundado um pouco mais na sociedade em si,nos mostrar um pouco mais do mundo fora do Concordium,até para termos uma noção mais ampla do cenário geral desse mundo.Em contrapartida,as relações políticas foram explicadas de forma bem leve e objetiva.
A minha maior surpresa com esse livro,foi toda a trama de segredos que a autora colocou na história e que ela espera o tempo certo pra revelar.Segredos que me surpreenderam,sim.Não esperava que essa história fosse me envolver tanto quanto me envolveu.
Outro acerto da autora foi colocar o ponto de vista da Sage e do soldado Ash,assim vamos entendendo um pouco mais sobre quem é Sage e seu papel no Concordium e vemos também como funcionam as relações políticas e estrutura do exército.
Enfim pessoal,curti muito essa leitura,transcorreu de forma tão leve que em menos de três dias já tinha concluído a leitura.Chega um determinado ponto da história que é tiro atrás de tiro,porrada atrás de porrada que não dá pra largar kkkkkkkkkkk
Para os fãs de distopia,romance,aventura e fantasia,acho que esse livro vai agradar bastante.
Quem não costuma ler esse tipo de livro,mas tem vontade,essa é uma escolha super interessante para começar!




"Agir rápido tem seus méritos,mas a paciência também tem.É um equilíbrio delicado,e nem todos que o tem tomam sempre a melhor decisão."



" - E talvez eu nem queira a patente.Só acorrenta a pessoa ao dever por anos - Ele apontou para Cass e Gramwell,cavalgando alguns metros à frente- Está vendo os dois?Como precisam agir o tempo todo?Compare aquilo a mim,aqui com você.Essa é uma liberdade que eles não têm."



"....eu te amo Sage Fowler.De todas as coisas que disse e fiz,essa é a mais verdadeira."




Pessoas,que livro.Gosto demais quando a gente pega um livro que nos surpreende positivamente.Não esperava gostar tanto quanto gostei,de verdade.
À primeira vista pode parecer uma cópia de várias outras fantasias ou distopias,mas é uma história com uma originalidade própria misturada com elementos distópicos já conhecidos.Deem uma chance para esse livro que com certeza irá surpreender.
Então é isso gente,espero demais que tenham gostado.
Não esqueçam de dizer o que acharam!
Vou indo nessa galerinha,nos vemos na próxima postagem!
Grande abraço!

domingo, 8 de outubro de 2017

Resenha:Ninguém Nasce Herói


Livro:Ninguém Nasce Herói
Autor:Eric Novello
Páginas:384
Editora:Seguinte


Sinopse

Num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade, um pouquinho que seja: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo, sempre atentos para o caso de algum policial aparecer. Outro perigo que precisam enfrentar enquanto tentam viver sua juventude são as milícias urbanas, como a Guarda Branca: seus integrantes perseguem diversas minorias, incentivados pelo governo. É esse grupo que Chuvisco encontra espancando um garoto nos arredores da rua Augusta. A situação obriga o jovem a agir como um verdadeiro super-herói para tentar ajudá-lo — e esse é só o começo. Aos poucos, Chuvisco percebe que terá de fazer mais do que apenas distribuir livros se quiser mudar seu futuro e o do país.


Oi meu povo!Tudo bom com vocês?
Vamos com mais uma resenha hoje pra irmos colocando as coisas em dia por aqui.
O livro escolhido foi um que terminei de ler recentemente e recebi de cortesia do grupo Companhia das Letras;Ninguém Nasce Herói,do autor Eric Novello.
Esse livro me interessou bastante por ser uma distopia nacional.Não lembro de ter lido nenhum livro nacional desse gênero,o que me deixou muito curioso pra saber como o autor ia abordar a história.



Aqui vivemos numa São Paulo governada pelo Escolhido.
Qualquer ato simples como ler um livro que te faça ter opinião é visto como forma de protesto contra o governo.
Chuvisco e seus amigos fazem parte da turma que vão contra os mandos e desmandos do governo e tentam através de pequenos atos atrair a atenção da população para o autoritarismo.
Chuvisco sempre teve um senso de justiça muito grande,então quando ele vê um garoto sendo espancado pelas milícias urbanas,ele não pensa duas vezes e parte para defender o garoto,colocando em risco sua própria vida.
E assim começa a luta do nosso protagonista contra um governo que faz de tudo para deter as massas e impor seu ponto de vista e faz prevalecer a sua vontade.


Galera,quando peguei esse livro pra ler não tinha a menor expectativa,nem nada.Apenas curiosidade mesmo pra saber como seria ler uma distopia nacional recente.
Não sei se é pelo fato de estar um pouco saturado do gênero,mas a minha experiência com essa leitura não foi tão boa assim.
O mundo criado pelo autor é bem real,bem semelhante ao nosso mesmo,com a diferença de um governo mais tirano e controlador (estilo ditadura militar,aliás essa história me lembrou demais o período da ditadura)
A intenção em mostrar esse mundo cheio de imposições,preconceitos e afins foi ótima,mas achei algumas partes forçadas.


Os personagens são jovens,com todo espírito de revolução e vontade de fazer a diferença nesse mundo,principalmente Chuvisco.
O sentimento de amizade entre eles é interessante de se ver,porém esse sentimento vai se misturando a muitos segredos e a várias outras variantes,o que acabou deixando o leitor muito confuso com a relação entre eles.
Essa indefinição entre a relação e os sentimentos dos personagens me atrapalhou um pouco no decorrer da leitura.
Em meio a essas indefinições,gostei da relação entre a Amanda e o Chuvisco.Eles mostram muito carinho e preocupação um com o outro.Foi algo muito bonito de se acompanhar.
Chuvisco me irritou bastante em alguns momentos.Ok,ele tem vontade de fazer a diferença no mundo,mas ele sozinho não vai conseguir nada.Ter os amigos por perto,se abrir pra eles,não guardar segredos do que ele planeja.....isso são coisas que deveriam ter sido feitas,mas ele prefere afastá-los.Entendo até que seja para protegê-los,mas ele acaba se isolando muitas vezes desnecessariamente.
O vilão aqui não tem uma figura física representada.A gente sabe que é o Escolhido,mas ele não aparece em momento algum da história.O vilão mesmo são as suas ideias e a forma como ele colocou elas em prática juntamente com as milícias


A história é repleta de representatividade,o que achei muito muito bacana e necessário.Em poucas distopias (talvez essa seja a primeira) consegui ver tanta representatividade presente.
Isso chama muito a atenção positivamente.
A questão dos mínimos atos serem considerados rebeldia me fez lembrar demais de 1984, do autor George Orwell.
As questões políticas foram bem exploradas.Nada de inovador,mas o autor apostou numa fórmula mais simples,com algumas pitadas diferenciais aqui e ali,o que acabou fazendo com que a história seguisse uma linha bem coerente do início ao fim.
A mensagem da história é bem passada,mostrando que heróis não nascem do nada,eles se criam diante das dificuldades,nem precisando ter super poderes.Basta coragem,senso de justiça e vontade de fazer a diferença.Mensagem essa que temos que levar pra vida!

Pra finalizar pessoal,pode parecer que não gostei do livro,mas não é bem assim.Algumas coisas me incomodaram sim,mas os pontos positivos se sobressaíram e no geral acabou se tornando uma leitura ok,mas ficou a sensação de que poderia ter sido melhor.
Mas por ter muitas coisas semelhantes ao nosso atual quadro social e político,acho uma leitura super válida e necessária.
Parabéns ao autor pela coragem de fazer uma distopia com representatividade,mostrando os conflitos e perseguições da sociedade por puro preconceito e medo.



"É uma bolha,nosso mundo perfeito.Pessoas diferentes e iguais ao mesmo tempo.Que falam de filmes,músicas,relacionamentos e da falta deles,de sonhos loucos,política,viagens e de profissões.Que discordam e não se matam por isso.Um talento que a muitos parece perdido."



"Todo amigo um dia já foi um estranho,minha avó costumava dizer.Não dá pra antecipar quem vai passar batido pela gente,e quem vai nos olhar mais atentamente e mudar nossa vida."



"Afinal,todo relacionamento precisa de manutenção,até os que mantemos com nossos fantasmas."



"Numa sociedade sã,a loucura é a única liberdade."




Bom pessoal,espero que tenham gostado da resenha.
Essa é uma boa leitura para vocês terem um primeiro contato com uma distopia nacional.Tenho certeza que vai ser proveitoso pra vocês.
Alguém por aqui já leu?Gostou?Pretende ler?
Só uma história engraçada:ficava procurando o autor quase todos os dias da Bienal,mas por ter outros eventos pra ir no mesmo dia que ele estava por lá,acabava não encontrando.
Eis que no último dia,exatamente no momento em que eu estava indo embora,resolvi passar no estande da Companhia das Letras e adivinhem quem estava por lá?Sim,ele estava por lá e mais sorte ainda:eu tinha levado meu livro hahahahhahhaha
Então gente,por hoje é só,não esqueçam de deixar suas opiniões!
Vou indo nessa,até a próxima postagem!
Grande abraço e ótima semana pra vocês!